A mesa das Sete e o debate de igualdade de gênero

Rosas brancas, vestidos pretos, hashtags: Igualdade

Começamos o ano a todo vapor na Ô Insurance Group, e logo na primeira semana já estávamos olhando para as oportunidades que nos aguardam em 2018. Animados, entrando e saindo de várias reuniões, lá estava eu sentado entre elas, sete delas. As sete mulheres que representam a maioria entre os team leaders da nossa empresa. Foi quando eu percebi que por muitos anos, durante toda minha carreira no mercado de seguros, aquela era a mesa mais peculiar na qual eu já estive sentado. Peculiar porque em uma sociedade muitas vezes dominada por um pensamento retrógrado, em que as mulheres ainda têm de lutar pela igualdade de direitos, em minha própria empresa elas conquistaram seus lugares, e eu senti grande orgulho de ser o líder deste time.

Estamos iniciando o segundo mês deste ano, e nesses primeiros 37 dias eu já soube: 2018 é definitivamente o ano de mudanças. O ano de deixar os pensamentos e atitudes ultrapassadas onde elas pertencem, ao passado. O ano em que as mulheres se manifestaram com ações como do Time’s Up no Globo de Ouro e as rosas brancas no Grammy. A voz e o espaço são delas, e é hora de falar contra as agressões sexuais a mulheres e a favor da igualdade de gêneros. É hora de eu, você e o mundo agir contra as atitudes que diminuem a figura feminina dentro de uma empresa pelo simples fato de a mesma ser uma mulher. Hora de não ser complacente a atitudes que acuam e agridem. É hora de haver oportunidades de vermos mais mesas de team leaders preenchidas por indivíduos qualificados e dedicados, como são todos os que contribuem conosco na Ô- sejam eles homens ou mulheres.

O que define um bom profissional não é seu gênero, mas o gênero ainda define seus desafios. Vivo cercado por quatro mulheres muito importantes em minha vida, minha esposa e três filhas, e é por elas e pelas Sheilas, Priscilas, Flavias, Simones e Gabrielas (nossas team leaders) que eu escrevo sobre o assunto. Não podemos ser apenas espectadores das mudanças, nós somos a mudança. Nós crescemos e vivemos em uma sociedade em que ações desiguais estão embutidas e são socialmente aceitas, mas hoje é o dia de acordar e prestar atenção nos seus atos, e nos de seus colegas, das piadas indiretas até as ações que ferem emocionalmente, profissionalmente ou fisicamente o outro.

A disruptura nos move e nos engaja em querer sempre fazer o melhor, seja profissional ou socialmente. Essa motivação já faz parte do nosso DNA na Ô. Disruptura não é permitir que as mulheres ganhem o espaço e respeito que elas merecem, isto é a base. Disruptura é ter team leaders focados em inspirar, levando a todos os nossos colaboradores a oportunidade de desenvolvimento e conhecimento próprio. Formamos pessoas, profissionais capacitados e motivados. Essa é uma luta sobre igualdade, uma luta que apoio e na qual me engajo, uma luta sobre o respeito às mulheres e a todos, sobre a qualidade de vida em sociedade, e pela dignidade e liberdade. Como marido, pai e CEO convido a todos para se expressarem, apoiarem (e não só com palavras) e a somarem nesta luta. Não é uma questão de opinião, é uma questão social. O tempo acabou!

José Carlos Macedo

Presidente da Forest Holding & Ceo da Ô Insurance Group

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