Agosto Dourado: mães no mercado profissional e o que sua empresa precisa saber

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o leite materno como um alimento de ouro para os recém-nascidos. Por isso, é consenso em todo o mundo que a amamentação deve ser a alimentação única do bebê até os 6 meses de idade, e complementar a partir desse período, pois o leite materno é primordial à nutrição infantil.

O Agosto Dourado é um movimento que objetiva evidenciar a importância desse ato, e tem grande significado para a mulher no mercado de trabalho, para a sociedade, que se conscientiza do seu valor, e também para a empresa que se insere em princípios em prol da dignidade humana.

Apesar de toda as conquistas que ampliaram os direitos femininos, ser mulher no mercado de trabalho ainda não é uma tarefa tão fácil. Conciliar o emprego com as responsabilidades e exigências do papel de mãe, menos ainda.

Acompanhe e entenda melhor a relevância dessa campanha e o papel do RH!

Agosto Dourado: a ação em prol das mães no mercado de trabalho

Sabe-se que o aleitamento materno em muito contribui para o bom desenvolvimento infantil: colabora com a nutrição, ajuda a melhorar a imunidade, aumenta o desempenho cognitivo das crianças, além de favorecer o vínculo afetivo entre mãe e filho. Por tais motivos, a OMS recomenda que a criança se beneficie dele pelo máximo de tempo possível.

Voltar à rotina do emprego após uma licença maternidade pode, no entanto, prejudicar o aleitamento materno. Sem contar que, em muitos casos, a realidade não deixa que a mulher fique fora do mercado de trabalho durante o tempo necessário para a amamentação. Como é papel do RH procurar promover sempre o bem-estar dos trabalhadores, a fim de atingir o equilíbrio organizacional, cabe a ele ajudar a proporcionar algumas medidas à mulher. Na CLT estão previstos vários direitos, dentre os quais, destacam-se:

  • em empresa que tenha 30 ou mais mulheres com mais de 16 anos deve haver um local apropriado para manter sob vigilância e assistência crianças que estejam em período de amamentação. Essa regra pode ser suprida por creches conveniadas (art. 389, §1 e 2);
  • a concessão de dois descansos de meia hora cada, durante a jornada de trabalho, à mãe, até os 6 meses de idade do filho. Esses horários podem ser acordados entre a mulher e o empregador, por exemplo: em vez de tirá-los no meio do período, ela sai 1h mais cedo do trabalho. E se a saúde da criança exigir, esse período dos 6 meses pode ser prolongado (art. 396 caput, §1 e 2);
  • durante o período de amamentação, a mulher será afastada de atividades insalubres quando apresentar atestado médico (art.394-A, §3).

O diferencial

Entretanto, uma empresa que realmente se preocupa com a saúde e contentamento de seus colaboradores não deve se prender apenas às regras impostas por lei. Elas são o mínimo e essencial a se garantir. Oferecer o diferencial é o que a destacará dentre várias outras. A Nestlé, por exemplo, dá como benefício a suas funcionárias um auxílio no qual as lactantes têm direito a 1 ano grátis dos produtos da empresa, prescritos pelo pediatra, para essa fase de desenvolvimento infantil.

Pensar em ações que agregam na vida da mãe-profissional é valorizá-la pela complexidade com a qual ela precisa lidar ao tentar conciliar vários papéis ao mesmo tempo, sem deixar de obter êxito em cada um deles.

Conte com a Ô. Benefits para uma melhor qualidade de vida dos seus colaboradores.

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