O profissional do futuro: o que nos espera?

Você já parou para pensar o quanto o mercado de trabalho vem mudando nos últimos tempos? Serviços informais ou realizados por aplicativos têm sido cada vez mais habituais. A tecnologia, ao mesmo tempo que facilita nossas vidas, muda nossas necessidades. A inteligência artificial já faz boa parte dos serviços humanos.

O tema não é novidade nenhuma. A ideia de robôs substituindo humanos tem sido retratada não só em filmes, como também tem sido alvo de discussão em diversos estudos. Um deles, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, avalia que aproximadamente 47% dos empregos de hoje correm o risco de desaparecer em até 20 anos. Especialistas dizem ainda que no futuro, um profissional mudará de profissão cerca de 5 vezes ao longo da vida.

Porém, essa não é a primeira vez que passamos por uma ruptura. Desde a Revolução Industrial, quando máquinas foram inventadas com o objetivo de poupar o tempo de trabalho humano, as pessoas têm se adaptado a diversas mudanças no campo dos negócios.

Mas, então, não é só continuarmos nos adequando às evoluções?

De certa forma, sim. No entanto, a ruptura de antes não chega nem perto do que está para acontecer em um futuro bem próximo.

Quando falamos em “profissional do futuro”, grande parte das pessoas imagina profissões nas quais o trabalhador precisará ter amplo conhecimento sobre robótica e domínio de diversas tecnologias. Talvez estejam corretas. Todavia, é provável que teremos um grande problema social. Muitas pessoas vindas, principalmente, de empregos mais operacionais e que não tiveram oportunidade de se reinventar, ficarão perdidas, sem espaço no mercado. Será preciso pensar em saídas para que o impacto não seja tão grande. Alguns estudiosos já falam em renda básica universal como solução.

Mas o problema não para por aí. É bem provável que altos cargos, de nível estratégico, também sejam influenciados pelas transformações. Não podemos ignorar o fato de que muito em breve a inteligência artificial será responsável por fazer grande parte dos serviços. Isso significa que um só computador será mais inteligente do que muitas pessoas juntas.

Então, como conseguir se destacar?

Já que em um futuro próximo a máquina fará tudo, então nós, como profissionais, precisaremos cada vez menos fazer funções operacionais e poderemos então dedicar nosso tempo a funções criativas.

Essas funções também podem ser chamadas de “habilidades do futuro”. Essas tais habilidades se referem a capacidades comportamentais. É aquilo que nenhuma máquina poderá fazer no lugar de um humano: sentir, ter empatia, compreender a subjetividade, ter pensamento crítico, ter inteligência emocional.

Isso não quer dizer que as técnicas serão deixadas de lado. Contudo, não sei se você se lembra, houve uma época em que a datilografia já foi tida como a grande competência que tornava um profissional altamente diferenciado. E hoje, para que ela serve?

Alvin Toffler já dizia: “o analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”.

Portanto, no meio de tantas dúvidas, uma coisa é certa: temos que ser mais coach de nós mesmos. Isso significa que precisamos nos preocupar cada vez mais em desenvolver nossas soft skills, já que queremos nos diferenciar dos computadores. Ao mesmo tempo, temos que ser bons em “aprender”, já que tudo muda tão rápido o tempo todo.

José Carlos Macedo
CEO da Ô Insurance Group

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