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Um novo olhar para o segmento de seguros

Os brasileiros estão passando por um processo de mudança cultural diante dos seguros – apenas 15% da população que conta com seguro têm apenas um tipo, sendo que os mais populares são os seguros para automóveis e os planos de saúde. O mercado digital será muito importante para alavancar essa nova geração de consumidores.

Em meio a tantos desafios, precisamos buscar produtos inovadores para evitarmos o crescimento do mercado marginal. Para tanto, não me canso de usar e trabalhar a tecnologia como ferramenta “sine qua non” no processo criativo e de expansão do segmento de seguros – estamos na era digital dos seguros e temos que investir na internet das coisas. Por outro lado, temos que valorizar os corretores, pois são o melhor canal de distribuição no corpo a corpo com os clientes.

O nosso setor já sente essa mudança – o avanço tecnológico é um caminho sem volta das novas gerações. É melhor, mais ágil e com um custo mais justo para o cliente.

Temos que olhar para dentro de nossas companhias para entendermos se estamos atentos às tendências de mercado e se estamos utilizando-as como matéria-prima para os nossos negócios. A inovação é se antecipar ao futuro, estar atento ao curso e às necessidades das pessoas – isso é realmente desafiador.

O investimento mundial em sistemas de Inteligência Artificial passa de 8 milhões de dólares em 2016 e chegará a 47 bilhões de dólares em 2020, segundo o IDC (Internet Data Center). A Accenture revela que a inteligência artificial pode potencializar o crescimento do lucro das empresas em média de 38% até 2035. A Inteligência Artificial já é uma realidade no mercado de seguros. Segundo o estudo Accenture Technology Vision for Insurance 2017, realizado com executivos da área em 31 países, as seguradoras estão investindo na tecnologia para capacitar agentes, corretores e colaboradores, de forma a aprimorar a experiência do cliente com serviços personalizados e automatizados, resolver problemas mais rápido, entre outros avanços.

Com a evolução da tecnologia, os computadores conseguem coletar dados diversos e transformá-los em informações relevantes, máquinas capazes de raciocinar logicamente, como um ser humano. Essa é a definição de Inteligência Artificial. Consumidores cada vez mais habituados ao mundo digital esperam que os serviços oferecidos pelo mercado segurador sigam na mesma linha, sendo mais personalizados e proativos no atendimento às suas demandas.

A inteligência artificial (IA) é o primeiro dos diversos itens apontados entre os principais interesses de investimento das empresas de seguros em matéria de inovação. O IoT, uma das vertentes da IA pelas seguradoras, possibilita o uso de programas de manutenção preditiva, prestação de serviços agregados, prevenção de acidentes, recuperação de veículos roubados, compreensão de riscos de condução do veículo, entre outros. Isso alimenta uma série de processos dentro da seguradora que se refletem em menores custos e melhores preços aos condutores que oferecem menos riscos, por exemplo.

Essa exploração vai exigir muitos investimentos, mas o caminho para todos os ramos de seguros é sem volta.

 

José Carlos Macedo
CEO da Ô. Insurance Group

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